Arco dos Teles
Escondido sob os prédios de número 32 e 24 da Praça 15 de Novembro está o Arco dos Teles, um dos últimos arcos restantes dos muitos que haviam na cidade. Dando passagem à travessia do comércio, ele possui em seu entorno um ambiente que reúne muita história e é, ao mesmo tempo, super atual.
Construído no século XVIII para ligar a antiga Praça do Carmo, atual Praça 15 de Novembro, à Rua da Cruz, atual Rua do Ouvidor, seu nome surgiu em referência aos Teles da Meneses, proprietários de prédios no local. O arco foi importante para a vida da cidade em diversos momentos, seja na época em que a sociedade carioca ia ao local para ver a imagem de Nossa Senhora dos Prazeres colocada em um nicho no interior dele, ou quando um incêndio destruiu a maior parte da residência dos Teles de Meneses. Patrimônio histórico da cidade, o Arco de Teles sobreviveu a uma época em que muito do centro carioca foi destruído para dar lugar a grandes prédios e, hoje em dia, preserva um pouco do centro antigo da cidade.
Passando o arco está a Travessia do Comércio, local formado por pequenas ruas e vielas cujo calçamento é feito com pedras e onde não circulam carros. A impressão passada é de que está presente lá um pedaço do Rio de Janeiro antigo. Na travessia existe uma série de bares e restaurantes bonitos, cujas construções possuem características do final do século XIX e começo do XX, criando no ambiente um clima muito legal. O espaço é interessante para realizar desde um almoço com a família ou um jantar mais requintado, até um happy hour com os amigos para beber uma cerveja no final da tarde, tudo isso enquanto se aprecia um pouco o clima de centro histórico.
Theatro Municipal
Na segunda metade do século XIX ainda não havia no Rio de Janeiro um teatro bom o suficiente para a intensa atividade teatral que se desenvolvia na capital. Diante disso, muitos defenderam sua criação, entre eles o ator e empresário João Caetano e, posteriormente, o dramaturgo Arthur Azevedo. Assim, em 14 de julho de 1909 foi inaugurado o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que viria a se consolidar como uma das casas de espetáculo mais importantes da América do Sul.
Até hoje, a bela construção localizada no centro carioca já recebeu grandes nomes nacionais e internacionais. Além disso, é a única instituição cultural brasileira a manter simultaneamente um coro, uma orquestra sinfônica e uma companhia de ballet.
Para comemorar o centenário do teatro, iniciou-se em 2008 uma grande reforma que restaurou o prédio, mantendo seu estilo original. A imponente fachada e as belas obras que se localizam no interior do teatro foram restauradas, voltando a ter uma aparência mais viva e grandiosa que havia se perdido um pouco com o passar dos anos.
Ao chegar em frente ao Theatro Municipal observamos uma construção monumental. Na fachada estão presentes uma grande escadaria de pedra, imponentes pilastras, três cúpulas douradas e uma águia de cobre que fica no centro do telhado, entre outros detalhes. Dentro chamam atenção, além do projeto arquitetônico, as obras de artistas renomados da época em que o teatro foi construído. O mais presente deles é Eliseu Visconti, já que são de sua autoria todas as pinturas da sala de espetáculos, como o majestoso pano de boca, maior tela já pintada no Brasil, e as pinturas presentes no foyer (teto e painéis laterais), consideradas uma obra prima da pintura decorativista no Brasil.
É possível conhecer o teatro indo assistir algum espetáculo realizado lá ou mesmo através de uma visita guiada, em que você descobrirá muito da história do local.
Redazione TCG News